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Beckett, esse doido querido.


Li a apenas um livro e meio até agora. Nem meio posso dizer, estou no comecinho de Molloy e li Murphy ano passado. Mas a sensação é mais ou menos a mesma. Quando comecei a ler ambos fiquei com uma profunda sensação de hã?!. Ele tem uma escrita diferente do que tenho lido até agora. Especialmente em Molloy parece que ele desembesta a falar e é preciso entrar nesse ritmo maluco para conseguir entrar no bonde.

Depois de me familiarizar com o estilo de Samuel Beckett é só alegria! Fiquei encantada com as histórias, gente simples, decadente até, mas descritas de uma forma tão diferente que fascina.

Depois de um dia puxado de trabalho acho que meus neurônios não conseguem formular mais nenhuma frase inteligente, então vai aí um ctrl C ctrl V sobre Samuel e as obras citadas...

Samuel Beckett foi um dos fundadores do teatro do absurdo e é considerado um dos principais autores do século 20. Sua obra foi traduzida para mais de trinta idiomas.
Recebeu o Nobel de Literatura de 1969. Utiliza nas suas obras, traduzidas em mais de trinta línguas, uma riqueza metafórica imensa, privilegiando uma visão pessimista acerca do fenômeno humano. É considerado um dos principais autores do denominado teatro do absurdo. Sua obra mais famosa tanto no Brasil como em Portugal é a peça Esperando Godot.

Um dos melhores romances de Samuel Beckett.

'Molloy' divide-se em duas seções. Na primeira, é o próprio Molloy, o 'narrador-narrado', quem fala; na segunda, é Moran, homem encarregado de vigiá-lo. A história que os dois - cada um à sua maneira - tentam registrar, é a das idas e vindas de Molloy, num vai-e-vem que alterna lugares abertos e fechados, a partir do apartamento de sua mãe - e que mimetiza os impasses das frases curtas e da própria linguagem. O livro caracteriza-se pelas ações dramáticas que apresenta, incluindo um caso de amor e um de morte. Mas a verdadeira 'ação', tratando-se de Beckett, está na própria linguagem - ainda que seja a de comunicar a incomunicabilidade moderna. 

Primeiro romance publicado pelo autor de Esperando Godot, a narrativa acompanha a vida do anti-herói Murphy e sua companheira, a prostituta Celia. Uma trupe de amigos irlandeses os segue até Londres. Celia quer casar-se com Murphy e o convence a procurar trabalho. Num sanatório, o protagonista emprega-se como enfermeiro e descobre no cotidiano dos doentes uma vida mais atraente que a de fora. Murphy prefigura o humor negro e a falta de sentido da existência que são as marcas do estilo maduro do autor.

Minha eterna saudade de ler Kafka

Sabe, não previ ser tão apaixonada assim por Franz. Para ser sincera, na maioria das vezes, não é uma leitura fácil, fluida, mas acho que esses não são fatores necessários para um gênio. 
Quando li O Processo me senti sufocada, chateada e indignada e penso que são exatamente esses sentimentos que a história de uma pessoa que está sendo processada sem saber o motivo e, portanto, sem saber de que forma se defender, deve provocar. Alguém num labirinto jurídico sem fim.

Em A Metamorfose achei brilhante como uma idéia absurda e, de certa forma simples - um homem que se transforma em inseto - pode conter críticas tão profundas à natureza humana.

Li histórias curtas como Um Artista da Fome, Uma Mulherzinha, A Construção... em todas, aquela atmosfera tão peculiar, tão kafkaesca. Eu não sou uma profunda conhecedora dos trabalhos de Franz para caracterizá-lo com palavras rebuscadas cheia de sentidos interessantes. Mas acho que isso é uma das coisas que me fazem gostar da escrita dele. Ele não é previsível.

Em uma história ele descreve a rotina de um artista que não se alimenta e que faz disso uma espécie de espetáculo, um outra um homem fala de uma mulher que antipatiza com ele sem motivo aparente.N'A Construção o personagem constrói uma grande estrutura subterrânea. Claro, estou sendo simplória ao descrever os enredos dessa forma, mas é puramente para ilustrar quão variada são as direções para onde ele nos leva.

Enfim, estou sempre lendo e no momento em que termino quero mais.

Recomendo os clássicos A Metarmorfose e O Processo, tem também essa edição linda da Revista Cult sobre ele.

Moonassi

Sem querer um dia dia, não me lembro quando e nem onde (tumblr ou I heart) me deparei com algo que me tocou, fui pesquisar. Eram artes feitas por um tal de moonassi. Quem? Vamos lá... Seu nome é Daehyun Kim, nascido em Seoul, em 1980, estudou Artes Plásticas e especializou-se em Pintura e Arte Tradicional do Leste Asiático. Faz desenhos em preto e branco. Linhas simples, mas que dizem tanto! Alguns dos meus favoritos são:

Faces that I have to face before I sleep
Natural

Play on Repeat

Eu sou assim, quando gosto de uma música/álbum/banda ouço non stop. No momento, entre uma mudança e outra, tenho ouvido 3 álbuns e se eu aperto o play tenho que ouvir mais de uma vez seguida, não tem jeito.
O primeiro é Blood on the Tracks do Bob Dylan, quando eu assisti Meu Namorado É um Zumbi (achei a trilha sonora melhor que o filme) tocou Shelter From the Storm, aquela melodia gostosa, que embala. Acabei me apaixonando pelo CD inteiro que foi de uma época tensa na vida de Bob, pelo título do álbum e conteúdo das músicas dá pra sacar isso. Sou fã do Dylan, as voz dele me acalma, sei lá, dá uma alegria doce. Tá aí o disco inteiro:


O segundo é um que conheci há pouco, do David Bowie. Tudo começou com aquele homem cantando Under Preassure com Freddy Mercury. Fui atráz de Greatest Hits e depois de álbuns mais específicos, o último que comecei a ouvir e não consegui mais parar é Hunky Dory. Primeiro que achei o título maneiro, segundo que tem umas músicas que já são minhas preferidas dele (Ch-ch-ch-changes, Oh! You Pretty Things e Life On Mars) e as recém conhecidas e já adoradas Kooks e Quicksand e, poxa, tem também uma Música para Bob Dylan :)


Last but not least, um que vira e meche estou ouvindo por que é Pink Floyd. Tem aquele sábio ditado "Não use drogas, ouça Pink Floyd", realmente dá pra ficar bem viajandão com algumas músicas. Meddle tem melodias bem calmas, fico numa vibe sussa quando ouço. Destaque para: One of These Days, música instrumental com Nick Mason, aquele monstro na bateria; Fearless, ritmo delicinha, voz delicinha do David Gilmour, tudo delícia; Echoes, nem tenho o que falar dessa música, apenas ouça. Ah! Não posso deixar de comentar Seamus que é um blues e nos vocais temos um cachorro, o título da música leva o nome dele e, vou te falar, esse cachorro manda melhor que muita bandinha atual. Procure por Mademoiselle Nobs no youtube e você verá o cãozinho dando show no DVD (Excelente!) Live at Pompeii.

O Poder dos Quietos - Susan Cain

Esse não é um livro que eu compraria, que despertaria minha curiosidade ao me olhar de uma prateleira. Dei uma fuçada nas internets e em alguns sites ele está na categoria Auto-ajuda ou mentalismo (Patrick Jane, vc já leu esse?). Confesso que tenho preconceito com livros de auto-ajuda baseado nos 3 capítulos lidos dum livro de Augusto Cury, então quando penso em auto-ajuda penso em clichês costurados uns nos outros até formar um livro. Posso estar equivocada, sendo injusta e mimimi, como disse não tenho grandes conhecimentos do gênero, mas é assim que penso. Por que então li esse livro?
Ganhei de presente de aniversário de uma amiga queridíssima, enbora esse não seja o único motivo, afinal aquele ali do Cury também foi um presente de alguém querido. Mas, o fato de falar sobre introvertidos mexeu na ferida, então decidi dar o benefício da dúvida. Adotei a estratégia do "vou lendo, se ficar insuportável é só parar". Fui lendo, lendo, lendo e li!
Não é um livro assim 'ó, nossa, não consigo parar', mas acho que a curiosidade de saber o que a autora iria falar e a simples vontade de terminar o livro foram me empurrando ao final. Achei que ela encaixou bem as pesquisas e dados que ela acumulou com histórias da vida real, não ficou algo chato e científico demais, a escrita dela é bem fluida, não achei difícil de ler. Me identifiquei com algumas coisas e certas falas me trouxeram alento, não sou uma freak, afinal de contas. Acho que isso também me fez simpatizar com Susan o que facilitou a leitura.
Então, não foi tempo disperdiçado, eu só teria um livro desses se fosse por presente mesmo, como aconteceu. Foi uma experiência interessante, mas agora vou voltar à programação normal de leitura.