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Deu uma vontade "do nada".

Eu não sei explicar, vem de repente, sei lá eu por quê. Na música, por exemplo, coloco na cabeça que tenho que conhecer aquele tal de David Bowie e tantos outros que ouço on repeat e me apaixono pra sempre. Na literatura o mais marcante foi quando com uns 14 anos coloque na cabeça que tinha que ler Dostoiévski, nem lembro como tomei conhecimento da existência daquele russo, só me lembro da curiosidade e até de uma certeza de que seria importante conhecer sua obra. Só uns anos depois me aventurei, afinal, ele é russo, a leitura deve ser difícil, chata, certo? Errado, pelo menos para mim, sou fangirl do Dosta.
Ano passado encuquei com HQ's, já havia lido Watchmen, mas precisava de mais. Devorei Sandman e tantas outras. Entre elas, a já mencionada (e amada) Sweet Tooth, Y - o último homem, Daytripper, V de Vigança, etcétera.

Em novembro último, olhando sites de livrarias me deparei com a edição comemorativa dos 75 anos de "Angústia", de Graciliano Ramos. Me veio novamente esse impulso, preciso ler Graciliano. Parece algo fatal, quando tenho esses idéiazinhas, é ler ou ler. Algumas semanas atrás, perambulando numa livraria com o objetivo de gastar lá todos os meu centavos, me deparo com Angústia, é o destino! Comprei e hoje começo a ler com vontade já de possuir Memórias do Cárcere e Insônia e Garranchos e... complusiva por livros mode on

Memória de ameba


Minha memória não é das melhores, a não ser quando meu cérebro ataca de scumbag brain e lembra a letra inteira daquela pagode hit 2000 e esse meu lado desmemoriado fica evidente quando o assunto é série. Apresentarei algumas evidências...

Dragon Ball Z: assistia com meu irmão, então tenho aquele sentimento nostálgico-ternura por associar essa série com infância e meu irmão lindo. Lembro que juntando as esferas do dragão você tem o direito a um pedido (ou a especificamente reviver alguém?), aí ó, já começa a confusão. Não lembro da sucessão de eventos ao longo do episódios, apenas que o Goku viaja naquela núvem voadora, que o mestre Kami era um tarado, que tem aquele cara verde (Picolli? Picollo? Picles?) e aquele rosa que evolui à la pokemóm e fica cada vez mais bizarro (Vegeta?), tem a parada do super saia jeans, o cara fica loiro e poderoso. Ah! E o kame hame ha, sempre quis fazer isso!

Aí você diz, pô, mas você era criança e tal, dá um desconto. Ok, ok, mas vou falar de outra série marcante, também da época de infância.
Os Cavaleiros do Zodíaco: me amarrava muito, meu irmão tinha os bonequinhos, brincávamos de lutinha, mó legal. Lembro que a Saori tinha uma queda pelo Pegasus, lembro dos poderes deles e pá, mas das batalhas de não sei o que, dos eventos importantes... um branco total. E bom, era fangirl do Shiryu e sempre quis fazer o Cólera do Dragãããããão.

E a evidência mais contudente é Arquivo X. Comecei a assistir a melhor série de todos os tempos com uns 13 anos de idade, divido esse fanatismo com minha melhor amiga, compramos todos os boxes e reassistimos as temporadas ad infitum. Mas voltando aos 13 anos, quando minha amiga ficava cuidando o horário da série pra gravar em VHS, tempo difíceis... eram pilhas e pilhas de fitas que reassistíamos rezando pro vídeo cassete não travar. Desde então assistíamos over and over os episódios que tínhamos, os das últimas temporadas foram os mais fáceis de conseguir. Atualmente estamos (de novo) na sétima temporada. Aí começa e minha amiga já diz 'Ah é aquele da fulana que acontece tal coisa, lembrou?' e eu com a maior cara de paisagem digo: 'Não'. Mesmo sabendo que com certeza já assisti não me vem nada, é claro que não é assim sempre, mas olha #memória da depressão.

E só para falar um pouquinho de livros, adoro os da Agatha Christie, já li trocentos, mas acho que por ansiedade de saber logo quem é criminoso o seus motivos eu leio muito rápido para chegar logo no final e não me atenho os detalhes. Olha a ironia em muitas histórias não lembro quem fez o que e por quê. Ah, os mistérios do cérebro...

PS: Por mais tentador, não pedi ajuda ao Google para refrescar minha memória ao escrever este post.

Leituras de 2012

O ano ainda não acabou e, embora falte pouco para isso e espero terminar de ler mais dois livros em 2012, já começo a fazer uma retrospectiva literária. Eu sou dessas que compra livros mais rápido do que é capaz de lê-los. No começo do ano decidi fazer a fila andar e diminuir o consumismo. Usei a ferramenta meta de leitura do Skoob, registrei lá muito dos livros acumulados e me propus a ler, senão todos, a maioria, pelo menos. A lista totalizou 47 livros, li 41 até agora e mais outros fora dessa lista (HQ's principalmente). Estou bem satisfeita com o andamento das coisas, sei que não vou ler 100%, de qualquer forma, oitenta e sete por cento é um rendimento satisfatório.
 Vou falar um pouquinho dos que são destaque para mim.
O Duplo, de Dostoiévski. Se eu fico muito tempo sem ler algo desse russo, bate a saudade, a vida não parece a mesma. O Idiota também está na meta, mas não vai dar tempo. Pelo menos tenho mais um do Dosta garantido pra 2013. Esse é o segundo livro publicado dele, porém a tradução feito direta do russo foi lançada apenas esse ano pela editora 34, aquela linda!
Filhos do Éden vol. 1, Eduardo Spohr. Adoro livro de fantasia, li A Batalha do Apocalipse dele ano passado e adorei. Com esse que é o primeiro volume de uma trilogia não foi diferente. Espero ansiosamente pelo segundo que virá depois do carnaval.
Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis. Aprendi uma coisa com as aulas e provas de livro durante o ensino médio: clássicos da literatura brasileira são chatíssimos. Claro, uma noção errônea que adquiri pela obrigatoriedade de engolir certos livros para tirar nota boa. Então sempre deixei os autores clássicos de lado (li mais de lit. russa do que brasileira). Daí esse ano aproveitei a coleção Clássicos da Abril e comprei um Machadão e poxa, gostei bastante. Depois li O Alienista e me sinto mais propensa a dar uma chance aos autores daqui.
E o morango do bolo (não gosto de cerejas): Um negócio Fracassado e outros contos de humor de Antón Tchekhov. Já havi lido um outro livro de contos do Tchekhov e gostei bastante. Simplesmente não conseguia desgrudar de Um Negócio Fracassado... me peguei rindo muitas vezes das ironias e sátiras desse excelente contista, deixou gostinho de quero mais.
Foi um ano em que li muitas HQ's, comecei a ler Sandman e só parei depois que terminei todos os arcos, ainda não li os spin offs. Gostei muito de Sweet Tooth (ainda falta um issue pra acabar a série). Recomendo também Daytripper de uma dupla de brasileiros, história tocante e desenhos lindos. Bom, as highlights literárias são essas.