Quando as brumas do sono dissipam só me resta o que sinto.
O que sinto?
Chega de.
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pinkperry
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19:45
A saudade é uma estrela cadente. Quero eu beber seu brilho quando posso apenas vê-la riscar o céu noturno.
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O que não é passado
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pinkperry
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19:44
A saudade é um arrepio na alma. É quando ela está inteira e mesmo assim lhe falta um pedaço. A pele formiga, pois antes recebia o toque. Os lábios retorcem, pois já provaram os beijos. Nas mãos a memória dos gestos que antes faziam carícias.
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Vida em comunidade
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pinkperry
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19:40
Quando não estou mais sozinha com minhas idiossincrasias o meu continua sendo meu, mas já consigo me sentir bem-vinda em um oceano maior.
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Minha cama
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19:41
Os melhores amantes são os livros.
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multiverso
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19:38
Você sendo nuvem que cintila e evapora é muito diáfana para esse tapete de estrelas que teço com afinco e que teço para que brilhe eternamente.
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Os lados
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pinkperry
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19:33
O silêncio às vezes é paz, às vezes é abismo.
Às vezes é um recuperar-se, às vezes é espera solitária.
Às vezes é contemplação, às vezes é dúvida.
E se eu conseguir ficar só com o que é bom? Ponte sobre o abismo. Mãos dadas a esperar. Tranquilidade diante do não dito.
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Ouvidos moucos de um coração que compreende
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pinkperry
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19:30
Dos teus silêncios primeiros deixei tomar-me de incompreensão e medo, mas a lembrança dos carinhos mudos me apaziguaram.
Hoje o sentimento fala alto. O que é uma palavra perante o beijo? Quantas sílabas há no sorriso... E o cheiro da pele na roupa que desperta memórias, qual o som do cheiro?
Dos teus silêncios de agora e dos meus excessos de sempre teço a delicada renda do encontro.
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O Compromisso
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16:37
Nos momentos que a paixão nubla o cérebro e o desejo faz nossos corpos dançarem, lhe quero ao meu lado me fazendo promessas de eternidade.
Nos dias de alegrias esparsas em que as horas lentas me torturam, lhe quero ao meu lado. Há em mim uma certeza que tudo ficará bem, mas existe um encanto diferente quando me vejo refletida na íris do seu olho e lá percebo meu sorriso.
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Cadê foco?
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pinkperry
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17:30
Eu estou com 7 livros começados (e lendo com mais frequência 3 deles),comprei dois caderninhos para escrever sei lá eu o que (receitas vegetarianas, talvez. Ou sobre comidas e suas funções medicinais), volto e paro, volto e paro, volto e paro de estudar Russo. Vários links salvos no facebook de receitas e diy's que nunca abro.
É tanta coisa que quero fazer, mas não me organizo e acabo não saindo do lugar, se saio é a passos de tartaruga.
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cotidiano
Escrevi isso há tanto tempo...
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pinkperry
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02:47
Da minha loucura nasceram jardins.
Da minha dor fiz lagoa, nadam os peixes.
Da solidão brotaram pensamentos que me fizeram nova, renasci.
Da lágrima fiz limpeza, líquido balsâmico.
Do grito fiz silêncio brando.
De tudo o que passou fiz aprendizado, sou caminhos.
Da minha dor fiz lagoa, nadam os peixes.
Da solidão brotaram pensamentos que me fizeram nova, renasci.
Da lágrima fiz limpeza, líquido balsâmico.
Do grito fiz silêncio brando.
De tudo o que passou fiz aprendizado, sou caminhos.
The Value of Suffering por Daehyum Kim
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Beckett, esse doido querido.
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pinkperry
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17:28
Li a apenas um livro e meio até agora. Nem meio posso dizer, estou no comecinho de Molloy e li Murphy ano passado. Mas a sensação é mais ou menos a mesma. Quando comecei a ler ambos fiquei com uma profunda sensação de hã?!. Ele tem uma escrita diferente do que tenho lido até agora. Especialmente em Molloy parece que ele desembesta a falar e é preciso entrar nesse ritmo maluco para conseguir entrar no bonde.
Depois de me familiarizar com o estilo de Samuel Beckett é só alegria! Fiquei encantada com as histórias, gente simples, decadente até, mas descritas de uma forma tão diferente que fascina.
Depois de um dia puxado de trabalho acho que meus neurônios não conseguem formular mais nenhuma frase inteligente, então vai aí um ctrl C ctrl V sobre Samuel e as obras citadas...
Samuel Beckett foi um dos fundadores do teatro do absurdo e é considerado um dos principais autores do século 20. Sua obra foi traduzida para mais de trinta idiomas.
Recebeu o Nobel de Literatura de 1969. Utiliza nas suas obras, traduzidas em mais de trinta línguas, uma riqueza metafórica imensa, privilegiando uma visão pessimista acerca do fenômeno humano. É considerado um dos principais autores do denominado teatro do absurdo. Sua obra mais famosa tanto no Brasil como em Portugal é a peça Esperando Godot.
Um dos melhores romances de Samuel Beckett.
'Molloy' divide-se em duas seções. Na primeira, é o próprio Molloy, o 'narrador-narrado', quem fala; na segunda, é Moran, homem encarregado de vigiá-lo. A história que os dois - cada um à sua maneira - tentam registrar, é a das idas e vindas de Molloy, num vai-e-vem que alterna lugares abertos e fechados, a partir do apartamento de sua mãe - e que mimetiza os impasses das frases curtas e da própria linguagem. O livro caracteriza-se pelas ações dramáticas que apresenta, incluindo um caso de amor e um de morte. Mas a verdadeira 'ação', tratando-se de Beckett, está na própria linguagem - ainda que seja a de comunicar a incomunicabilidade moderna.
Primeiro romance publicado pelo autor de Esperando Godot, a narrativa acompanha a vida do anti-herói Murphy e sua companheira, a prostituta Celia. Uma trupe de amigos irlandeses os segue até Londres. Celia quer casar-se com Murphy e o convence a procurar trabalho. Num sanatório, o protagonista emprega-se como enfermeiro e descobre no cotidiano dos doentes uma vida mais atraente que a de fora. Murphy prefigura o humor negro e a falta de sentido da existência que são as marcas do estilo maduro do autor.
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Não sei resenhar
Minha eterna saudade de ler Kafka
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pinkperry
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17:13
Sabe, não previ ser tão apaixonada assim por Franz. Para ser sincera, na maioria das vezes, não é uma leitura fácil, fluida, mas acho que esses não são fatores necessários para um gênio.
Quando li O Processo me senti sufocada, chateada e indignada e penso que são exatamente esses sentimentos que a história de uma pessoa que está sendo processada sem saber o motivo e, portanto, sem saber de que forma se defender, deve provocar. Alguém num labirinto jurídico sem fim.
Em A Metamorfose achei brilhante como uma idéia absurda e, de certa forma simples - um homem que se transforma em inseto - pode conter críticas tão profundas à natureza humana.
Li histórias curtas como Um Artista da Fome, Uma Mulherzinha, A Construção... em todas, aquela atmosfera tão peculiar, tão kafkaesca. Eu não sou uma profunda conhecedora dos trabalhos de Franz para caracterizá-lo com palavras rebuscadas cheia de sentidos interessantes. Mas acho que isso é uma das coisas que me fazem gostar da escrita dele. Ele não é previsível.
Em uma história ele descreve a rotina de um artista que não se alimenta e que faz disso uma espécie de espetáculo, um outra um homem fala de uma mulher que antipatiza com ele sem motivo aparente.N'A Construção o personagem constrói uma grande estrutura subterrânea. Claro, estou sendo simplória ao descrever os enredos dessa forma, mas é puramente para ilustrar quão variada são as direções para onde ele nos leva.
Enfim, estou sempre lendo e no momento em que termino quero mais.
Recomendo os clássicos A Metarmorfose e O Processo, tem também essa edição linda da Revista Cult sobre ele.
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Não sei resenhar
et Pierrot.
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pinkperry
às
18:31
Borboletas.
Borboletas invisíveis
e tamborilantes.
Carnaval no meu estômago...
Borboletas invisíveis
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Musings (tryin' to get to heaven)
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pinkperry
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06:33
Talvez meu amor À Psicologia seja puramente teórico. Vontade de ler, de conhecer, de estudar, de articular teorias com a minha visão de mundo, de homem, de mulher.
Talvez a prática não me excite tanto e eu vou ter que aprender a aceitar isso e a não me esconder em meias-sentenças que maquiam minha decisão. Estudei todo esse tempo para continuar na teoria? E daí?
Estranho né, eu acho. E se os outros me cobram qualquer coisa, certamente eu sou quem me cobra mais.
Quando comecei a faculdade nunca pensei que estaria hoje ocupando este lugar inusitado, mas, sabe, estou feliz. Com uma ponta de culpa (ah! a culpa de qualquer e toda coisa que nunca me larga...), alguma indecisão e dúvida, mas feliz. E se há felicidade, mesmo no meio de todo o resto, então dá para continuar.
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Rumo certo
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pinkperry
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17:22
Esse ano tomei umas decisões difíceis que até serem tomadas renderam momentos de angústia. Terminei uma pós que gerou outros tantos conflitos emocionais, existenciais e alguns outros ais, mas ampliou muito meu entendimento teórico, profissional e pessoal.
E de todas as reflexões, retrospectivas e introspecções que eu fizer o que grita, ecoa é ESTOU TRABALHANDO EM UMA LIVRARIA. Sério, a grande saga de minha vida adulta foi (e é, afinal ainda vivo) me encontrar profissionalmente, não ser uma ameba que fica na internet o dia inteiro e posso dizer confiante, depois de tanto tempo, que estou feliz com o que faço. I'm leaving the dream, baby! Quando criança eu queria muito, muito mesmo, morar em uma livraria, como hoje entendo que isso não é viável (além de ser muito feliz no meu aconchegante lar), eu estou trabalhando em uma!
Não sei se vou fazer isso para sempre, só sei que vou aproveitar enquanto não decido qual será o próximo passo. Não quero me afastar da minha área de formação, como não estou tão empolgada em atuar na Psicologia, namoro com a idéia de continuar produzindo na teoria, tenho que redigir meu artigo científico como trabalho de conclusão de curso e pretendo continuar explorando a temática que escolhi (um dia escrevo sobre).
O saldo é: satisfeita com as decisões que tomei, ter o gostinho de estar fazendo o que eu quero e não que outros esperam de mim ou gostariam que eu fizesse, é uma baita conquista.
Embora possa parecer, esse post não é motivado pelo findar do ano e sim pela cara de "putz, que chato" que uma pessoa fez quando eu disse não estar trabalhando na área, quando eu sinto exatamente o contrário. Isso me lava a outra reflexão em relação a esse model de trajetória de vida considerado "normal". Estudar bastante, ir para a faculdade, sair da faculdade empregando, ganhando muitos dinheiros na área escolhida. Mas isso talvez possa ser um outro post...
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Projeto
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pinkperry
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15:55
Quando eu tiver acumulado um montão de anos na minha bagagem, quero ser uma velinha e não aquela velha rabugenta. Espírito leve, mesmo se o corpo se curvar, cedendo mais e mais à gravidade.
Se minhas articulações estiverem doloridas, a pressão arterial alterada e a visão mais embaçada, quero ser saudável no sentimento.
Olhar para meus vividos com saudade, carinho e gratidão e quando o último suspiro chegar, deixar minha consciência voar, voar.
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Moonassi
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pinkperry
às
17:00
Sem querer um dia dia, não me lembro quando e nem onde (tumblr ou I heart) me deparei com algo que me tocou, fui pesquisar. Eram artes feitas por um tal de moonassi. Quem? Vamos lá... Seu nome é Daehyun Kim, nascido em Seoul, em 1980, estudou Artes Plásticas e especializou-se em Pintura e Arte Tradicional do Leste Asiático. Faz desenhos em preto e branco. Linhas simples, mas que dizem tanto! Alguns dos meus favoritos são:
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September 2013
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A vida vai e eu vou com ela (dançando)
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pinkperry
às
16:48
Feliz, trabalhando bastante em algo distante da minha área de formação, mas que tem me deixado bem alegre e satisfeita. Cansaço bom no fim do dia. Tudo homeostático.
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